
poesia, futurismo, melancolia, psicanálise selvagem, automatismo psíquico, pulsão de amorte, blue note, rebeldia, paraísos artificiais, placebos verbais, iconoclastia, doença de escritor, plenos pulmões, utopias, distopias, desobediência civil, ruídos, dissenso, ser e estar, sim e não, clímax anti-clímax, xerox do aquário, bibelôs lunáticos, esquema chet baker, teimosia, arrogância, simplicidade, panfletos, nihilismo, omissões
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
andar às margens dos teus rios, salvador
andar às margens dos teus rios, salvador. sentindo o agressivo odor das tuas águas mortas. plásticos devoram peixes, enquanto meninos pirateiam sexo, mentiras, e outras histórias mal contados no intervalo entre tuas passarelas que separam um lugar do outro. o grito de propaganda desce pela guela abaixo daqueles que anunciam pregões dos produtos da china. a tua globalização chegou assim, no teu arrocha àqueles que tiveram que aprender a manipular a tecnologia na tora; na tua negação àqueles que aprenderam a produzir com a reprodução, a cópia da tua esmola escolar, do desprezo elegante dos teus intelectuais aos que estão fora dos curriculos lattes. andar às margens dos teus rios, salvador, é sufocar no teu calor e ter uma sede insaciável. é ver nos viadutos clarões que estalam no crack da tua mitologia - seja católica ou pagã. andar às margens do teu rio, salvador, é navegar pelas tuas mentiras que insistem em esconder as tuas dores.
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Um comentário:
E assim sustenta-se o mundo entre mentiras e estigmas, entre a aparência e a ruína de um sistema falido, gerado por um mundo doente.
M.R.
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