No ponto de ônibus. Olhar aflito, seu ônibus demora. Rói as unhas. Aperta os dedos. Olha à sua volta. Olha os transeuntes. Em redenção ela grita: Águas Claras. Desejosa de novos climas, clamando por novos ares. Não, não era nada disso e no entanto era tudo isso - era o ônibus de sua quebrada que chegara. E assim vamos vivendo os nossos dias com essas pequenas glórias.

poesia, futurismo, melancolia, psicanálise selvagem, automatismo psíquico, pulsão de amorte, blue note, rebeldia, paraísos artificiais, placebos verbais, iconoclastia, doença de escritor, plenos pulmões, utopias, distopias, desobediência civil, ruídos, dissenso, ser e estar, sim e não, clímax anti-clímax, xerox do aquário, bibelôs lunáticos, esquema chet baker, teimosia, arrogância, simplicidade, panfletos, nihilismo, omissões
quarta-feira, 16 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
CARNAVAL?

NÃO SE ESQUEÇA DE MIM
o trio toca. crooners anunciam um arrepio avassalador. a chuva cai. a chuva passa. não importa. onde estão meus filhos? barriga cheia ou barriga vazia? e este povo me fotografando? e este povo pulando? onde estarei agora? onde estarei amanhã? amanhã? agora? ouço gritos ecoando no asfalto quente e molhado. ouço o silêncio das minhas alegrias. ouço o estrondo das minhas incertezas - carnaval.
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